O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra, lugar de muita miséria e pouca diversão.
Faz um foguete, uma cápsula, um módulo toca para o Lua
desce cauteloso na Lua. Pisa na Lua, planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua, civiliza a Lua, humaniza a Lua.Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte – ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte, experimenta, coloniza, civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro – diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus
vê o visto – é isto?
idem
idem
O homem funde a cuca se não for a Júpiter proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa, repetir o inquieto, repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só pra tever?
Não -vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e: mas que chato é o Sol, falso touro espanhol domado. Restam outros sistemas fora do solar a colonizar.
Ao acabarem todos só resta ao homem ( estará equipado?) a difícil dangerosíssima viagem de si a si mesmo: pôr o pé no chão do seu coração
experimentar
colonizar
humanizar
o homem, descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de conviver.
O Homem; As viagens
05/03/2009Ética: Uma via possível no jornalismo ou uma utopia?
05/03/2009Como haver ética no jornalismo diante da fronteira entre empresa midiática e interesses políticos e econômicos? Difícil é saber quando uma mídia contribui para a difusão da opinião pública ou a própria opinião.
O jornalismo é um campo minado. Suas informações muitas vezes são inseridas na idéia de indústria cultual. Pode-se dizer, então, que as minas sejam notícias e reportagens prontas para mudar e moldar a vida de uma sociedade. Interesses políticos, talvez. Basta apenas lembrar-se de casos como Protógenes Queiroz, Nardoni, Diretas Já. A ética sempre é deixada nas gavetas de antigas redações. Redações que são de propriedades políticas e partidárias.
Não será possível acreditar em um formalismo social sem pensarmos na condição moral e ética das empresas que não visam políticas públicas. Necessitamos de novas empresas, que não estejam ligadas a ideologias políticas nem caiam na teia de notícias que não sejam de interesse social. Erros podem ser perdoados. Escola de Base, um erro nunca assumido.
Ética no jornalismo, uma idéia às vezes utópica ou uma via possível. Basta apenas seguir os princípios sociais de mediar à informação para gerar comunicação.
Veja Reportagens do Caso Escola de Base
http://www.youtube.com/watch?v=033A9C13gGY
http://www.youtube.com/watch?v=6xrS5MXW0dY
O valor do tempo
11/16/2008
Para entender o valor de um ano: pergunte a um estudante que não passou nos exames finais.
Para entender o valor de um mês: pergunte a uma mãe que teve um filho prematuro.
Para entender o valor de uma semana: pergunte ao editor de uma revista semanal.
Para entender o valor de uma hora: pergunte aos apaixonados que estão esperando o momento do encontro.
Para entender o valor de um minuto: pergunte a uma pessoa que perdeu o trem.
Para entender o valor de um segundo: pergunte a uma pessoa que sobreviveu a um acidente.
Para entender o valor de um milisegundo: pergunte a uma pessoa que ganhou medalha de prata nas olimpíadas.
O tempo não espera por ninguém. Valorize cada momento de sua vida.
Solidão
11/16/2008SOLIDÃO não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo…
Isto é carência.
SOLIDÃO não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar…Isto é saudade.
SOLIDÃO não é o retiro voluntário que
a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos…isto é equilíbrio.
SOLIDÃO não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida…Isto é um princípio da natureza.
SOLIDÃO não é o vazio de gente ao nosso lado….. Isto é circunstância.
SOLIDÃO é muito mais do que isto.
SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma…
Chico Buarque de Holanda
Cooperativas de Reciclagem: uma contribuição socialmente responsável
11/09/2008Falar em cooperativa é pensar em suas varias vertentes e definições para os quais foi criada. Considerando sua multiplicidade de aspectos, é fácil encontrar um conceito que expresse a palavra cooperativa. Segundo o Dicionário Aurélio “É uma associação autônoma de pessoas unidas em benefício comum, determinada atividade econômica”.Pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer necessidades econômicas, sociais e culturais por meio de um empreendimento de propriedade coletiva e democraticamente gerido.
De acordo com os princípios empresariais do Sebrae (Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas), essas cooperativas se organizam voluntariamente, e estão abertas as pessoas aptas a utilizar os serviços da organização e capazes de assumir responsabilidades, e sem discriminações de sexo, sociais, raciais, políticas ou religiosas.

A Cooperativa por intermédio, um meio para que um determinado grupo de indivíduos atinja objetivos específicos, através de um acordo voluntário para cooperação recíproca. E nessa reciprocidade o cooperativismo busca um grande destaque na reciclagem de materiais inorgânicos. As cooperativas de reciclagem estão fazendo diversos trabalhos em apoio à coleta desses materiais para a melhoria do bem-estar social e meio ambiente.
Criada em 1998 com iniciativa de Washington Novaes, a Cooprec (Cooperativa de Reciclagem) em Goiânia desenvolve atividades envolvendo a coleta dos materiais (papel, plástico, vidro e metal), o reaproveitamento de papéis para a confecção de peças artesanais, como caixas para presentes, estojos, pastas para eventos, blocos de anotação e cadernos; a produção dos grânulos de plástico polietileno, usados na fabricação de produtos como mangueira e sacos plásticos.
Com o apoio do Sebrae a Cooperativa foi fundada por catadores de lixo, profissionais de diversos segmentos, donas de casa e estudantes.
Localizada no Jardim Conquista, na região leste de Goiânia, tem atualmente com 42 cooperados. O trabalho de coleta de lixo, que no início era realizado em cinco bairros, hoje abrange 11 e soma mais de 60 toneladas de material reciclável recolhidos, por mês. O lixo é recolhido em domicílios e também em centros de coletas, como empresas, universidades, condomínios residenciais, hospitais, escolas e shopping.
De acordo com a Presidente da Cooprec, Lúcia Ivani Pinheiro, além da coleta seletiva do lixo, o foco do trabalho está em conscientizar as pessoas sobre a importância de reduzir, reutilizar e reciclar. “Temos um grupo de conscientização ambiental, que sai nos bairros recolhendo o lixo e ensinando como guardar o material para reciclagem. Tivemos um aumento do material reciclável porque expandimos a coleta para outros bairros.”
Além disso, a cooperativa utiliza os papéis recolhidos para fabricar telhas no formato de 1,6m X 0,6m, material comercializado principalmente para a construção de galpões, cobertura de coxo para animais, acampamentos e como tapume para obras. O faturamento mensal depende da produção, e em média, cada cooperado recebe cerca de um salário mínimo por mês.
Já a cooperativa de reciclagem Beija-Flor, fundada em 2006, chamada pelos seus organizadores de associação é formada atualmente por dez associados, que atuavam no município, em formas insalubres de vida e que foram convidados pela presidente da associação, a catadora Vanuza Gonçalves da Silva, que inicialmente buscou retirar os catadores da rua para oferecer-lhes formas mais humanas de trabalho para então fundar uma associação de catadores.
Hoje a associação trabalha de forma digna, realiza um trabalho de conscientização ambiental da população residente no setor Criméia Oeste, e pretende alcançar a toda a cidade de Goiânia. Atualmente mais de 30 pessoas são beneficiadas de forma direta e indireta.
O gestor ambiental Alexsander de Araújo Mendes explica que essas cooperativas de reciclagem são empresas formadas e dirigidas por uma associação de usuários, que se reúnem em igualdade de direitos, com o objetivo de desenvolver uma atividade econômica ou prestar serviços comuns, eliminando os intermediários e tendo no mínimo 21 associados para trabalhar na cooperativa. Ressalta ainda que se for uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis, é uma união de catadores que antes trabalhavam nas ruas para donos de depósitos e ferro velho. “Pessoas cansadas em dar somente lucro para os empresários que exploram seu trabalho, se juntam formando grupos e passam a trabalhar para si. Cada um passa a ter uma função dentro da cooperativa, sendo ao mesmo tempo dono e empregado.” Conclui Alexsander.
Toda cooperativa de catadores tem uma equipe no qual os trabalhos são divididos. Um grupo fica responsável pela coleta de material, outro grupo pela triagem e por ultimo o grupo responsável pela venda e divisão dos lucros.
Realidade das Cooperativas
Atualmente os catadores atuam na coleta de porta em porta recolhendo materiais inorgânicos fazendo a comercialização de materiais recicláveis, sendo que esta atividade confere mensalmente à associação o volume aproximado de 20 toneladas de materiais recicláveis por mês.
Essas associações e cooperativas de materiais recicláveis vem ao longo dos anos buscando apoio de entidades não governamentais para formar parcerias. “Para uma cooperativa conseguir ter vida prolongada ela precisa ter muitas parcerias. Quanto mais materiais forem recolhidos nas empresas e nas ruas mais chances tem uma cooperativa de sobreviver e conseguir atrair mais cooperados.” Conta Alexsander Araújo Mendes, gestor ambiental, que enfatizou a falta de interesse dos órgão públicos quanto a falta de apoio a essas cooperativas.
O gestor ainda falou do não cumprimento dos decretos 5.940, de 25 de outubro de 2006, no qual fala que todo lixo ou material reciclável gerado por órgãos federais deve ser entregue as cooperativas de reciclagem. O decreto 754, de 28 de março de 2008, criado pela prefeitura de Goiânia referente a Coleta seletiva do lixo, que também deve ser feita a triagem por cooperativas, que não está realizada.
Ultimamente as associações vêm passando por dificuldades devido à quantidade de material recolhido na rua ainda ser pequena e que não cobre os gatos que elas têm com o aluguel, telefone, água, alimentação, energia e manutenção da prensa entre outras dificuldades.
Mesmo com todas essas dificuldades as Cooperativas tentam avançar para atingir seus objetivos de coleta na cidade de Goiânia, visando principalmente, além da promoção humana, a proteção ao Meio-Ambiente, a Cultura e em particular.
Como abrir uma Cooperativa de Reciclagem
De acordo com o gestor ambiental Alexsander Mendes de Araújo para se construir uma cooperativa é necessário ter maquinários como prensa, esteira rolante, balança, computadores,e trituradores, além de caminhão para fazer o recolhimento dos materiais . Esses equipamentos são básicos para uma cooperativa de médio porte que recicla em torno de 40 toneladas mês. Qualquer pessoa, pode trabalhar ou montar uma cooperativa desde biólogos a contadores. “Qualquer pessoa pode basta ter vontade e ser persistente, porque é muito complicado” conta Alexsander.
A abrangência de uma Cooperativa depende, portanto de sua infra-estrutura. Não esquecendo das condições de segurança de trabalho e uma boa parceria para a conquista de bons resultados. “Todos os lucros são divididos em partes iguais depois das contas pagas. É aconselhável sempre ter uma reserva para qualquer emergência.” A credibilidade da cooperativa é fundamental para manter o fornecimento contínuo dos materiais e viabilizá-la economicamente.
Conciliação Responsável
11/09/2008Vida de universitário é uma corrida! É preciso conciliar estudo, estágio, cursos, viagens e fazer tudo isso com um filho é um pouco complicado. A estudante que passa por uma gravidez na faculdade precisa se esforçar muito para não prejudicar os estudos. Segundo a psicoterapeuta Maria Elza Borges, é fundamental ter alguém para ajudar a cuidar da criança e conseguir lidar com as mudanças físicas, psicológicas e emocionais que vão ocorrer por causa de uma gestação. “A mulher deve se preparar para os estudos e os desafios de ser mãe”, ressalta.
Alessandra Oliveira, 23 anos, estudante do terceiro período de Design Gráfico mudou todo seu ritmo de vida devido a gravidez. Ao saber que estava grávida, ela e o marido chegaram a pensar na possibilidade de abortar. “Com meu esposo me apoiando, fiquei tranqüila, então decidimos ter o neném”, diz. Após o nascimento do filho, a estudante trancou o curso, mas pretende voltar no próximo semestre. Para ela, dividindo as tarefas com seu companheiro será possível conciliar os estudos e o cuidado com o bebê.
Um filho pode atrapalhar algumas oportunidades que possam surgir, como um mestrado no exterior ou uma especialização em outra cidade, mas nem por isso as mulheres que engravidam no período acadêmico deixam de realizar-se profissionalmente. Cristina Macedo Chiarotti, 43 anos, formada em Administração e Turismo voltou a estudar depois da maternidade. “Fiz o curso na parte da tarde para acompanhar meu menino na escola”, afirma. Ela relata que o filho tinha quatro anos o que exigia muito dela, então estudava e fazia trabalhos de madrugada. “Foram os melhores anos”.
Júlia Inácio da Silva, 51 anos, formada em Administração de Empresas e funcionária pública, afirma ter recebido todo apoio possível da família. “Não foi fácil, eu tive três crianças estudando, era difícil mas tive o apoio do pai”. Apesar de trabalhar e estudar ela afirma que não teve problema no relacionamento com seus filhos. Júlia conta que ficou de licença maternidade, porém foi acompanhada e estudou poucas matérias. “Não me arrependo não, foi bom”, conclui.
Amparo da Lei
Tanto na universidade como no trabalho, mães gestantes recebem apoio em licença maternidade. Segundo a Lei Federal 6.2002 de 1975, a partir do oitavo mês de gestação e durante os próximos três meses, a estudante em estado de gravidez fica assistida pelo regime de exercícios domiciliares. Ao solicitar este amparo, é preciso levar atestado médico e em casos excepcionais, por determinação médica, poderá ser aumentado o período de repouso antes e depois do parto. Apesar dessa assistência legal, há mães que não recorrem ao recurso e preferem trancar a faculdade, por considerarem pouco o período de 120 dias. Outra questão é que dependendo do curso, não é possível conseguir nota suficiente por meio de trabalhos e provas domiciliares sem ter assistido aula.
Há mais de cinco décadas as mulheres se livraram das amarras sociais que as prendiam aos homens e conquistaram independência econômica. “É óbvio que a mulher está buscando sua independência, a oferta capitalista é grande e a estrutura familiar mudou de acordo com os tempos.” frisa Maria Elza.
Apesar das conquistas, na hora de se decidir entre os filhos e uma carreira profissional a mãe se sente insegura. Algumas diante do apelo emocional das crianças acabam fazendo o inverso: em vez de aumentarem as estatísticas sobre o número de mulheres no mercado, optam pela maternidade em tempo integral. “ A mulher é forte, consegue se esforçar e garantir o seu sucesso.” Conclui Maria Elza.
Mães no Orkut
A comunidade no Orkut “Mães Universitárias” reúne mais de 200 mulheres que dividem as dificuldades e os desafios de conciliarem a maternidade e a vida acadêmica. Elas trocam experiências sobre técnicas de estudo, a questão de levar o bebê para a faculdade, entre outros tópicos. Uma integrante relatou que seu professor pediu para retirar suas filhas da sala de aula e outra contou que sempre leva o filho quando precisa e não encontra problemas.
Clubinho FASAM
A Faculdade Sul-Americana oferece às mães que estudam na instituição o Clubinho FASAM, um lugar onde as crianças permanecem enquanto ela estuda. É um projeto que visa auxiliar mulheres que em sua maioria trabalham e não tem com quem deixar os filhos. Késia Mendes, coordenadora pedagógica, responsável pela iniciativa , afirma que a criança recebe orientação de um pedagogo, tendo acesso a jogos, artes, dança, música e cantinho da leitura.
De acordo com o site www.fasam.edu.br, o Clubinho nasceu da necessidade de atender aos alunos da Faculdade Sul-Americana. “Mas simboliza a concepção de Educação mais ampla com a qual coadunamos. Isto porque reconstitui na instituição seus propósitos maiores, que se ligam ao diagnóstico da realidade mais próxima atrelada a ações que qualificam seu papel social”. Liga-se também à capacidade da instituição de reafirmar seus pressupostos de formação, aliando o pensar e o agir, além de concretizar para seus alunos o ideal de cidadania na sociedade.
Késia Mendes afirma que o projeto é aliado de acordo com a proposta do Ministério da Educação, com propósito de cuidar e educar, trabalhando com várias áreas de conhecimento com perspectivas múltiplas.
A proposta de trabalho é utilizar de atividades interessantes e acompanhar as crianças com seus deveres escolares. Inicialmente pode existir estranhamento por parte delas mas logo depois vem a adaptação. O serviço não é gratuito, são cobrados cinqüenta reais pelo serviço mensal e cinco pelo diário, sendo essa taxa referente ao pagamento de funcionário, materiais didáticos e lúdicos.
Ato público defende a regulamentação da profissão de jornalista
11/09/2008
A abertura do 5° Congresso Estadual dos Jornalistas de Goiás, nesta sexta-feira (15), no Hotel Kananxuê, foi marcada por um ato público em defesa da regulamentação profissional. Além da participação de jornalistas e estudantes, estavam presentes representantes de diversas entidades e instituições para discutir a regulamentação profissional e a polêmica sobre o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a julgar o recurso extraordinário 511.961, que, se aprovado, irá desregulamentar a profissão de jornalista. Com isso, não será mais exigido o diploma de curso superior para o exercício da profissão.No ato, foram apresentadas questões reflexivas diante da oposição que apóia a desregulamentação. Wolmir Amado, reitor da Universidade Católica de Goiás, enfatizou a tradição que permeia as universidades e sua funcionalidade na formação do graduando de qualquer área.“Não se trata de reserva de mercado, mas sim de qualidade, levando em conta a formação científica e humanística”, disse Magno Medeiros, assessor de comunicação da UFG, que representava a reitoria da Universidade Federal de Goiás.Eliane Covem, coordenadora do curso de Jornalismo da Católica,, e representante do FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo), citou a carta do fórum, que relata a preocupação com a formação do jornalista e que esta não impede a sociedade de emitir opinião e, sim, apresentar qualidade na informação. “Estamos firmes na defesa do diploma”, disse .Representantes políticos mostraram indignação quanto a desregulamentação. “O jornalista é instrumento de informação da sociedade”, disse Guilherme de Freitas, representante de Sandes Junior.Também foram debatidas questões como a manipulação das mídias, concentradas nas mãos de poucos, e o quanto não são aproveitadas para a formação humanística do cidadão. “É fundamental que tenhamos o registro profissional de jornalismo”, disse o representante do PT, Mauro Rubem.Martiniano Cavalcante, do PSOL, acredita que a opinião do jornalista deve ser tão sagrada quanto a de um juiz. “O jornalista não devia sofrer pressão ao fazer seu trabalho”, destacou.Celso Schröder, coordenador do Fórum Nacional, desejou que o congresso seja produtor de idéias. Ele ainda questionou a decisão da juíza federal Carla Rister em sua ação contra o jornalismo. “É uma ação contra a soceidade”, alertou.Ao final do evento, participantes do congresso puderam expor opiniões.A professora Rakell Aguiar, da Faculdade Sul-Americana, frizou a tristeza ao se deparar com estudantes que perdem a vontade de mudar o mundo e do sonho de ser jornalista antes da formatura. E pediu aos colegas docentes que promovam o senso crítico e a capacidade dos alunos de se indignarem.
Mude
11/09/2008
Texto de Edsom Marques
Mude mas comece devagar, porque a direção é mais importanteque a velocidade. Sente-se em outra cadeira,no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa. Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa. Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos. Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama…depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais… leia outros livros, Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias. Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor. A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações. Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado… outra marca de sabonete, outro creme dental… tome banho em novos horários. Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes. Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias. Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores. Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus. Mude. Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo. E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhorese coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda !Repito por pura alegria de viver:a salvação é pelo risco,sem o qual a vida não vale a pena(Clarice Lispector)
Oficina sobre mídias móveis apresenta temas do jornalismo contemporâneo
11/09/2008Foi realizada, na última quinta-feira (22), durante a 11ª Semana da Comunicação, a oficina Mídias Móveis, ministrada pela professora Carolina Zafino. Os temas abordados destacaram a produção jornalística a partir do uso das tecnologias móveis digitais e como elas potencializam e reconfiguram a prática jornalística. “Essa oficina aborda temas atuais no jornalismo contemporâneo”, disse a professora.
Segundo Flávia Soares, estudante do 4º período de jornalismo, as tecnologias móveis estão cada vez mais presentes na cultura e na sociedade e esse contexto foi determinante para que os alunos escolhessem a oficina.
Carolina explicou os termos gatekeeping e gatewatching. O primeiro refere-se à seleção feita pelos editores dos assuntos que serão abordados nos noticiários, e o segundo enfoca como esse poder de filtragem é relativizado pelo internauta, que passa também a atuar como editor, nos espaços interativos.
A oficina ressaltou como são realizados projetos de webjornalismo participativo e a incorporação de cidadãos repórteres como fornecedores de conteúdo de caráter jornalístico na mídia tradicional e na mídia alternativa.
No campo jornalístico, a tendência é que ajam mudanças nas rotinas produtivas, nas práticas jornalísticas e no rearranjo organizacional das empresas de comunicação. “As empresas tendem a repensar o fluxo de trabalho nos próximos anos”, explica Carolina. Segundo a professora, é possível que em algumas empresas as redações sejam desterritorizadas, e em outras, as redações de impresso e online sejam unificadas.
Carolina ainda falou sobre os jornalistas em ambientes móveis de produção e como concentram funções de trabalho a partir do uso de tecnologias. A professora ainda propôs uma prática com celulares; os alunos saíram a campo para noticiar ou entrevistar no ambiente das outras oficinas e corredores da Fasam.
Começar de novo…
11/09/2008
esteve afastado da música para se dedicar a vida paterna.O álbum não foi muito aceito pela crítica e pelos fãs por ter participações de Yok. Neste mesmo disco contém a música Woman sucesso mais amadurecido de Beatitful Girl dedicado a Yoko pelo próprio Lennon.
Á música (Just Like) Starting Over diz começar de novo, uma vida igual a outra qualquer, sem a preocupação com os comentário alheios, sendo essa a nova visão que John e Yoko planejavam para suas vidas já amadurecidas.
Após a morte de John, o álbum e a música “(Just Like) Starting Over” atingiram o primeiro lugar nas paradas de sucesso do mundo inteiro. “Woman” e “Watching the Wheels” seguiram-na.
Para ver o clip e Tradução da Música
Israel Borges
Escrito por israeljornalista
Escrito por israeljornalista
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